sexta-feira, 11 de julho de 2014

Livro/Filme: A História Sem Fim


Fantasia! Não, não é o programa dos anos 90 do SBT, nem roupas de carnaval, mas sim a terra de Fantasia! Um lugar onde todos os seres fantásticos estão, elfos, gnomos, gigantes comedores de pedras, centauros, índios valentes, uma morte multicor. Enfim, tudo que pode conter num livro de romance-fantasia está em Fantasia, neste lindo e maravilhoso planeta.
É neste lugar que grande parte da estória do filme e livro “A História Sem Fim” se passa. “Grande parte da estória”? Sim, que já viu o filme ou leu o livro sabe que além de Atreiú e cia. limitada temos também o  garotinho Bastian, que está lendo o livro no nosso mundo.
Pra quem não conhece a estória vou conta-la (um pouco):
Bastian é um garotto de dez ou onze anos que entra correndo dentro de uma livraria quando estava fugindo de um grupo de garotos que queria “brincar” com ele (ou seja, o Bastian estava sofrendo bullying) e encontra um livro de capa cor-de-cobre junto do dono da livraria, após uma conversa o dono se retira da sala onde estavam e Bastian rouba o livro e o leva para a escola. Lá ele se esconde no sótão da escola e fica lendo o livro.
O livro conta a estória de Fantasia com seus habitantes, dentre os mais famosos a Imperatriz Criança (ou imperatriz menina, como é dito no filme) e Atreiú, contra o Nada. Como o Nada devasta Fantasia e seus habitantes, mas o único a salvar fantasia (e a Imperatriz que estava morrendo) seria o Herói como dito na seguinte passagem:
“Porém, se o heróis vier, e a todos nós se entregar, nova vida irá nascer. Só depende de ele chegar!” Esse Heróis deveria chegar e dar um novo nome a Imperatriz Criança e assim salvar o reino. Mas o Herói não era  Atreiú, mas o Bastian. Neste momento Bastian (o garoto que está lendo o livro) entra na estória do livro!
É aqui que quem viu o filme e não leu o livro parou. No filme não é contado toda a estória, mas só metade do livro. Bastian entra na estória e vive muitas aventuras lá até regressar para o “nosso mundo” (ou o mundo dele) e assim viver de forma melhor.
Michael Ende foi fantástico ao escrever este livro. Não apenas pela estória, pelos personagens e aventuras, mas por seu profundo conteúdo. Com este livro podemos analisar várias coisas, mas no momento focarei naquilo que mais me interessa: Fantasia! A fantasia como criação, a fantasia como criatividade, como meios para que nós possamos viver.
Vejamos um exemplo: A grande maioria dos brasileiros sofreram com a perda que a seleção brasileira de futebol sofreu da seleção alemã no último dia 08/07/14, a grande esperança dos brasileiros em ganhar a Copa Mundial de Futebol FIFA. Nos enganamos, criamos um novo Brasil durante esta Copa para poder enfrentar o que vivemos todos os dias. Criamos uma seleção que poderia ganhar, mas perdeu. Criamos no mesmo instante várias piadas e postamos nas redes sociais, apenas para enfrentar uma perda.
Fantasiamos, criamos frente ao luto pela única coisa que poderia apaziguar o sofrimento durantes estes dias, o grito de “HEXA CAMPEÃO!”
Foi por isso que Bastian roubou o livro, para fantasiar novamente, para criar novamente frente ao luto por ter perdido a mãe tão inesperadamente. O Nada Criativo começa a tomar conta de Bastian e seu pai, e isso acaba por desestabilizar a sua relação. É como uma frase do livro: "Nada é o vazio que resta"
No livro Bastian passa por muita coisa e finalmente supera este luto. A criatividade frente ao luto. 
Não posso ir além sem dar spoiler sobre o conteúdo do livro, por isso paro por aqui e deixo a pergunta nos ar:
E você, como supera o luto?


O mais cômico desta postagem é analisar o luto através de um livro escrito por um alemão na semana fatídica do 7x1!

Um humilde pedido de desculpas

Olá a todos!

Faz tempo que não nos vemos, aconteceu tanta coisa desde 2012 que nem sei se conseguimos falar (ou escrever), o importante é que nunca esquecemos de vocês e nunca deixamos de elaborar algo para o blog, apenas faltou tempo para postar. Temos muita coisa guardada, não colocarei tudo de uma vez, para não sobrecarregar tanto vocês quanto nós.
Gostaria de lembrar a todos do objetivo deste blog: Analisar as arte! E como cada um de nós observa a arte sob uma ótica diferente, nós temos nossas opiniões sobre as artes, o que não significa que somos donos da verdade. Somos apenas instrumentos facilitadores para que vocês, leitores, possam chegar a conclusões próprias sobre o tema.

Desta forma, gostaria de deixar neste espaço nosso contatos para aqueles que se interessarem em falar mais sobre filmes, livros, quadrinhos, pinturas, esculturas, psicanálise, psicologia e psicoterapia!

Leandro Carlos de Oliveira
CRP: 06/104817
Fone: (11) 04977-2536

Natália Cristiane Macário de Oliveira
CRP: 06/92785
Fone: (11) 95250-0485

domingo, 24 de junho de 2012

Filme: Jumanji



Tabuleiro, peças, um mundo fantástico, o nome do jogo: Jumanji! No filme o pequeno Alan Parrish acha um baú onde esta um jogo, ele com sua amiga Sarah começam a jogar, porém eles se surpreendem ao ver que aquilo que saia no jogo acontecia na “vida real” e logo Alan ficou preso no jogo por sua amiga não jogar logo em seguida. 26 anos depois, duas crianças encontram o jogo e adicionam suas peças para jogar até que percebem que eles precisam  dos outros jogadores. Resumindo o filme: muita aventura para crianças! Mas agora eu venho com minha pergunta: Só no Jumanji as coisas acontecem? Não vale dizer Zatura!
Essa aventura acontece sempre que jogamos, o jogo muitas vezes nos oferece uma fuga desta nossa vida real, mas na maioria das vezes nos ajuda a encarar a vida real.
Vamos pensar no prática da ludoterapia. A primeira pratica registrada do método ludoterapico dentro de uma sessão de psicanálise foi feita por Melanie Klein, onde utilizou de sua criatividade para que pudesse criar um vinculo com seu paciente e conseguir trabalhar com suas ansiedades, seus traumas. Com o passar do tempo temos vários outros trabalhos voltados para a ludoterapia.
Dentro do filme vemos o processo do jovem Alan de encarar a realidade, utilizando de suas aventuras dentro de Jumanji e depois no futuro (ou seria tudo parte da imaginação dele e de Sarah?).
Bom, para melhor exemplificar o que quero dizer vou estragar um pouco a estória do filme (caso alguém não tenha visto ainda). No começo do filme, Alan e Sarah são crianças entrando na adolescência e estão começando a aprender a lidar com seus anseios, libidos, traumas, bullying entre outros aspectos particulares de cada um. No final do filme, ele vira dono e presidente da empresa de sapatos de seus pai e se casa com Sarah.
Para poder chegar numa posição de alto nível dentro da empresa ele teve que passar por muitas experiências, enfrentar multidões (ou uma manada de elefantes, zebras, girafas, rinocerontes), entender como lidar com sua sexualidade reprimida (no sótão, onde estão as aranhas e leões), entender melhor o público consumidor de seu produto (a garota mentirosa e o pequeno garoto-macaco) e, acima de tudo, enfrentar o poder daquele que controla a empresa (floresta) do líder (caçador): seu pai Sam Parish (ou o caçador Van Pelt).
De forma a entender melhor sua vida, muitas vezes a criança (e também o adulto) precisa primeiro fazer uma ponte entre seu mundo interior e o mundo exterior. Desta forma, utilizando a fantasia existente nos jogos, ele pode ordenar seus sentimentos contraditórios (do pai amado e bondoso do pai malvado e castrador – pai/caçador), suas perspectivas sobre o mundo, sua sexualidade.
Afinal de contas, todos nós precisamos, ao menos por um momento, de um jogo para poder nos acalmar ou poder entender melhor determinada situação. Um dia precisamos dos carrinhos pequenos e carros maiores para poder entender que crescer é bom, saudável, porém sempre com risco.
Vamos encarar a vida de forma mais prazerosa, que possamos jogar com e como crianças, que possamos entender que com dois simples riscos podemos fazer um guarda-chuva!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Música: Fazendo Música, Jogando Bola - A Hora Lúdica na música

A música "Fazendo Música, Jogando Bola" foi escrita por Pepeu Gomes e Baby do Brasil (na época, Baby Connsuelo) em 1982 no disco "Um Raio Laser" de Pepeu Gomes. Ganhou atualmente uma versão feita por Pedro Mariano no disco "Voz no Ouvido".

A análise foi feita por Leandro

O trabalho de psicoterapia infantil muitas vezes é mal entendido pelos pais, responsável e por outros que vêem de fora o trabalho lúdico, mas Pepeu Gomes e Baby do Brasil (ou Baby Consuelo, é a mesma) captaram algo na música “Fazendo Música, Jogando Bola” a base da hora lúdica na psicoterapia.

A técnica de utilizar brinquedos na psicoterapia infantil é antiga, muito bem descrita por Mellanie Klein, ela nos fala que a criança emprega no ato de brincar suas ansiedades e fantasias. A criança passa a brincar e com isso expressa melhor aquilo que sente, o inconsciente falando através dos jogos lúdicos. A simplicidade do brinquedo possibilita que a criança utilize este mesmo de diversas formas conforme o material que for apresentando, e desta forma, nos auxilia a chegar num quadro mais coerente das atividades de sua mente. Winnicott nos ensina que é apenas no brincar que crianças e adultos liberam sua capacidade criativa.

Para podermos viver melhor e compreender melhor nossa existência precisamos criar, sermos seres criativos. Winnicott nos fala que a criatividade é toda a atitude que está relacionada a atividade externa, que é apenas através da criatividade que o individuo sente que a vida deve ser vivida, que é digna de ser vivida.

Com base nestas duas grandes personalidades da psicanálise e da psicoterapia, vemos a importância que o brincar e a criatividade tem para o ser humano. É necessário utilizarmos a nossa criatividade, brincar, para podermos confrontar a difícil realidade externa, os problemas do dia a dia, e também para enfrentarmos as nossas dificuldades internas também.

As expressões artísticas nada mais são do que a expressão da criatividade de um (ou mais) indivíduos, vejamos as musicas, filmes, livros, são obras criativas que muitos utilizaram para dar vazão a sentimentos internos que não podiam ser expressos claramente.

O jogar bola, fazer música são expressões claras da criatividade brasileira, afinal quantas pessoas conhecemos que gostam de jogar bola, que fazem jogadas criativas para marcar um gol, ou que são músicos amadores, fazendo suas músicas, batucadas e expressando aquilo que sentem?

Que possamos neste dia das crianças e em todos os outros dias que virão aprender a utilizar nossa criatividade para “sacar a vida e ser feliz!”

Segue abaixo a versão feita por Pedro Mariano.

sábado, 27 de agosto de 2011

Dia do Psicólogo

Hoje é dia do Psicólogo, estamos aqui para parabenizar a todos os nossos amigos e colegas de profissão e também falar de alguns filmes cuja temática, personagens, enfim, que nos remetem de alguma maneira a esse mundo maravilhoso da psicologia:

Máfia no Divã


Paul Vitti (Robert De Niro), o chefe de uma "família", tem repentinamente ataques de ansiedade por causa de problemas do passado. Assim, decide consultar secretamente Ben Sobel (Billy Crystal), um psiquiatra, pois se a história se espalhar vão dizer que ele está "frouxo". Mas o pior é que Vitti deseja estar curado em apenas duas semanas, quando acontecerá um grande reunião da Máfia, e Sobel está viajando para Miami, onde pretende se casar com Laura MacNamara (Lisa Kudrow). Vitti é o tipo de pessoa que está acostumado em ter qualquer pessoa que trabalhe para ele a disposição vinte e quatro horas por dia, assim Sobel passa a ser "requisitado" pelos capangas de Vitti nos horários e lugares mais impróprios, inclusive na hora de seu casamento. Paralelamente, os agentes federais até forjam provas para que Sobel torne-se seu informante e diga quando e aonde será esta reunião das "famílias".



Divã


Mercedes (Lília Cabral) é uma mulher casada e com dois filhos que, aos 40 anos, tem a vida estabilizada. Um dia ela resolve, por curiosidade, procurar um analista. Aos poucos ela descobre facetas que desconhecia, tendo que contar com o marido Gustavo (José Mayer) e a amiga Mônica (Alexandra Richter) para ajudá-la.



Amigo Oculto


David Callaway (Robert De Niro) é um homem que enviuvou recentemente, vivendo agora apenas com sua filha Emily (Dakota Fanning), de 9 anos. Emily cria um amigo imaginário chamado Charlie, com quem costuma brincar de esconde-esconde. Só que aos poucos Charlie se revela como alguém malvado e vingativo, o que ameaça a próprio família Callaway.



Cisne Negro

Beth MacIntyre (Winona Ryder), a primeira bailarina de uma companhia, está prestes a se aposentar. O posto fica com Nina (Natalie Portman), mas ela possui sérios problemas interiores, especialmente com sua mãe (Barbara Hershey). Pressionada por Thomas Leroy (Vincent Cassel), um exigente diretor artístico, ela passa a enxergar uma concorrência desleal vindo de suas colegas, em especial Lilly (Mila Kunis).



Reine Sobre Mim


Dois antigos colegas de alojamento escolar Charlie Fineman (Adam Sandler) e Alan Johnson (Don Cheadle) se encontram muitos anos depois e retomam sua amizade. Charlie, que recentemente perdeu sua esposa e filhos, está fugindo de sua própria vida, enquanto Alan está sobrecarregado por sua família e por responsabilidades profissionais. O reencontro oportuno se transforma numa corda salva-vidas para Charlie e Alan, ambos desesperadamente necessitando de um amigo de confiança nesse momento crucial de suas vidas.



Camisa de Força


Jack Starks (Adrien Brody) é um veterano da Guerra do Golfo que retorna à sua cidade natal, após se recuperar de ter recebido um tiro na cabeça. Jack sofre atualmente de amnésia, sendo que após ser acusado de ter assassinado um policial é recolhido a um hospital psiquiátrico. Lá o dr. Thomas Becker (Kris Kristofferson) faz com que Jack tenha drogas experimentais injetadas em seu corpo, como parte de testes para um novo tipo de tratamento. Imobilizado em uma camisa de força, Jack constantemente é trancado por um longo tempo em uma gaveta de cadáveres, no necrotério da clínica em que está. Completamente drogado, a mente de Jack consegue se projetar para o futuro, no qual conhece Jackie Price (Keira Knightley) e descobre que ele próprio irá morrer daqui a 4 dias.



Terapia do Amor


Rafi Gardet (Uma Thurman) é uma mulher de 37 anos, que mora em Nova York e se separou recentemente. Decidida a se dedicar à carreira, ela não quer se envolver em nenhum relacionamento amoroso. Mas sua opinião muda após conhecer David Bloomberg (Bryan Greenberg), um talentoso pintor de 23 anos, por quem se apaixona.



O Quarto do Filho


Giovanni (Nanni Moretti) é um psicanalista que reside e trabalha na cidade de Ancona, na Itália. Ele é casado com Paola (Laura Morante) e tem dois filhos: a menina Irene (Jasmine Trinca) e o jovem Andrea (Giuseppe Sanfelice). Sua vida transcorre tranqüila, dividida entre a família e o consultório, até que uma tragédia a transtorna completamente. Para atender ao chamado urgente de um paciente, Giovanni deixa de acompanhar o filho à praia e nesse passeio o rapaz morre afogado. A família, é claro, ressente-se profundamente com a morte e Giovanni sofre uma forte sensação de remorso, apesar do apoio da esposa.



Fale Com Ela


Em Madri vive Benigno Martin (Javier Cámara), um enfermeiro cujo apartamento fica diante de uma academia de balé, comandada por Katerina Bilova (Geraldine Chaplin). Ele fica freqüentemente na janela da sua casa, vendo com especial atenção uma das estudantes de Katerina, Alicia Roncero (Leonor Watling), por quem está apaixonado. Benigno chega ao ponto de marcar uma consulta com o pai dela, uma psiquiatra que tem um consultório na própria casa, só para ter uma chance de falar com Alicia, mas agora só consegue lhe dar um susto. Antes, porém, Benigno entrou no quarto dela e olhou o recinto com admiração, tendo roubado um prendedor de cabelos dela. Quando Alicia é ferida em um acidente de carro, que a deixa em um coma, é internada no hospital onde Benigno trabalha. Ele passa a cuidar dela, mas a atenção que dispensa com Alicia é totalmente acima do normal. Além disto Benigno fala com ela o tempo todo, movido por um misto de fé e amor, pois crê que de alguma forma ela possa ouvir. Após quatro anos, o quadro dela está inalterado e a dedicação que Benigno sente por ela também. Marco Zuluaga (Darío Grandinetti), um jornalista, é designado para entrevistar Lydia Gonzalez (Rosario Flores), uma conhecida toureira que teve o nome nos tablóides ao ter um tempestuoso romance com "El Nino de Valência" , um toureiro. Inicialmente ela foi ríspida, mas após ele ter matado uma cobra que estava na casa dela se tornou mais amável. Logo os dois iniciam uma relação, que estava destinada a ser curta, pois Lydia é atingida por um touro e considerada clinicamente morta. Por coincidência ela é internada no mesmo hospital onde está Alicia e logo Benigno e Marco ficam amigos, pois no início Marco nem conseguia tocar em Lydia, mas recebeu de Benigno um simples conselho: fale com ela.



Contatos de Quarto Grau


É um thriller provocativo ambientado em uma pequena cidade do Alasca, onde misteriosamente desde a década de 60 todos os anos são registrados um grande número de desaparecimentos. Apesar das diversas investigações do FBI, a verdade nunca foi revelada. Quando a psicóloga Dr. Abigail Tyler (/Milla Jovovich/) começa a gravar suas sessões com pacientes traumatizados acaba descobrindo as mais perturbadoras evidencias de abduções alienígenas, jamais reveladas ao público. Veja os fatos documentados por filmagens reais e tire suas conclusões.



Quando Nietzsche Chorou


Produção baseada no livro de grande sucesso, que também já virou peça de teatro, do escritor Irvin Yalom. O filme conta a história fictícia de um encontro entre o filósofo alemão Friedrich Nietzsche (Armand Assante de Tudo por Dinheiro) e o médico Josef Breuer (Ben Cross de o Exorcista – O Início), conhecido por ter sido o mestre do pai da psicanálise, Sigmund Freud (que também aparece no filme na pele do ator Jamie Elman de o Preço de Uma Verdade). O filme se passa na época em que Nietzsche ainda é um filósofo desconhecido e com tendências suicidas. Ele está desesperado depois de se apaixonar por uma amiga, que acaba procurando o doutor Breuer para ajudá-lo. O médico, por seu lado, está envolvido emocionalmente por uma de suas pacientes. Assim, os dois começam mais do que uma ánalise, um verdadeiro conflito psicológico. O médico acaba envolvido pelas idéias de seu paciente mais famoso, e começa a perceber coisas que nem imaginava sobre si mesmo.



Aqueles que lembrarem de outros filmes, livros com psicólogos ou sobre psicologia compartilhem conosco!



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Cascata de Livros - Alicia Martín

Pela primeira vez falarei com vocês e para vocês a respeito do trabalho da artista plástica espanhola Alicia Martín. Ela é famosa por seus trabalhos com livros. Como disse, ela é uma artista plástica e não escritora, então ela utiliza os livros como forma de mostrar sua criatividade para o mundo. Vejam abaixo as algumas fotos de alguns trabalhos dela (em uma das fotos encontramos a própria Alicia Martín).






Confesso que quando vi as fotos da primeira vez vieram várias coisas em minha cabeça, como “quanto livro jogado fora”, “quantas árvores são usadas para se fazer um livro?” e “o que será que ela quis dizer?”
Em busca pela internet através de sua história, me deparei com uma entrevista dela onde perguntaram “você alcançou seu objetivo?” e ela respondeu “sim, vejo como muitas crianças e adultos olham para as obras e é despertado neles esse desejo de conhecer um pouco mais do mundo literário”. Isso é o que ela disse conscientemente.

Acredito, e vou deixar claro que esta é uma visão MINHA, que pode haver muitas interpretações a respeito dessa “cascata de livros”. Sigam o meu raciocínio:
Nossas atitudes são tomadas através de conceitos que temos. Esse conceitos vão sendo criados através de experiências pessoais e atos de repetição (afinal nossa aprendizagem vem muito disso, da repetição de atos e palavras que nos são ensinados. Lembrem-se que para falarmos “mamãe e papai” alguém ficou repetindo isso na nossa cara quando éramos crianças). Pensem em tantas ideias, lembranças, estórias e histórias que permeiam nossa cabeça (mente, cérebro, enfim ...) e nunca podemos expressar. Cada ideia poderia muito bem dar um livro de 500 páginas. Nossa cabeça sendo um quarto onde guardamos tantos livros que ficam presos nela. E nunca conseguimos dar vazão a elas devido a “n” motivos. E esse projeto mostra que ela, que todos nós, devemos criar.
Se olharmos em volta, veremos que muitas pessoas não sabem mais criar, e digo criar num aspecto amplo da palavra. No aspecto que Winnicott define como “expressão humana”, uma expressão que vai alem do criar e vai para o viver.
As pessoas se apegam a determinados fatos, a determinadas situações e não conseguem mais sair delas! Não conseguem interiorizar, aceitar, viver o que está acontecendo naquele momento, naquela situação, e vive de maneira triste e amarga, se arrastando, podendo vir a surgir uma depressão e tantos outros problemas psicológicos.
Mas quando se vive uma situação, seja ela fácil ou difícil, uma situação nova ou antiga, que conseguimos identificar a situação, aceita-la, vive-la, e através dela vemos um caminho para seguir e seguimos este caminho felizes, neste momento criamos!
Dar vazão a nossa humanidade, desejo, sentimentos, nos faz ver o que temos no momento, podemos ver através deste objeto ou situação que nos encontramos. Podemos vivenciar além dele, pois criamos com e para esse objeto/situação. Uma dificuldade ou até mesmo alguma rotina deve ser tratada como um momento de criação, pois é um momento e uma vivencia única na vida.
Temos na história humana diversos homens e mulheres que encontraram uma dificuldade em seu caminho, e através do conhecimento que tinham, através da experiência de vida que tinham, eles lutaram, criaram, e venceram a dificuldade. Vemos que uma das fotos para mais uma “perna de livros” que uma cascata. Vejam como podemos encarar isto de forma abstrata, um gigante pisando no seu problema.
Num post já publicado aqui no Arte no Divã, vemos o dia a dia de Mandela em poder conduzir uma nação racista e dividida para uma nação unida (melhores informações sobre o filme “Invictus” procure em nosso histórico). Mahatma Gandhi também criou ao enfrentar os ingleses, usou do conhecimento que tinha obtido na sua experiência fora da Índia para lutar a favor dos seus.
Eles usaram os conhecimentos obtidos em livros, experiências pessoais e profissionais, para pisar nos problemas como gigantes.
No “post” sobre “Contos de Fadas” também citamos a importância da leitura dos contos para as crianças, adolescentes, adultos e idosos. Como a leitura (ou o ouvir das histórias) podem nos ajudar a elaborar, a criar sobre, um determinado problema/situação.
Que possamos dar importância a nossa criatividade, que possamos dar importância aos nossos livros e filmes, que possamos dar importância as nossas experiências, pois são através delas todas que conseguimos viver melhor!

Termino com uma frase do casal Diana Lichenstein Corso e Mario Corso, autores dos livros “Fadas no Divã” e “A Psicanálise na Terra do Nunca”
“Uma mente mais rica possibilita que sejamos flexíveis emocionalmente, capazes de reagir adequadamente a situações difíceis, assim como criar soluções para nossos impasses”.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Filme: Gente Grande




O filme "Gente Grande" de 2010 tem direção de Dennis Dungan, roteiro de Adam Sandler e Fred Wolf. No elenco estão o próprio Adam Sandler (Lenny Feder), Salma Hayek (Roxane Feder), Kevin James (Eric), Cris Rock (Kurt), Rob Schneider (Rob), David Spade (Marcus). O filme narra o reencontro de cinco amigos de infância durante o enterro de seu antigo treinador de basquete no feriado de 4 de Julho (Independencia dos E.U.A.) e seus 4 dias de folga numa casa de campo.

A análise foi feita pela psicóloga Natália

Como velhos hábitos que foram deixados para trás, na medida em que temos a oportunidade de revivê-los vivemos esse evento com a mesma intensidade de antes, pois nosso inconsciente e consciente guarda esses momentos mágicos.
O filme mostra os personagens após trinta anos de separação se reencontrando na mesma trajetória, a perda do grande técnico que os ensinou e que transmitiu valores além do esporte, e a partir desse momento de luto revivem momentos mágicos da infância esquecida.
Essa infância esquecida é também revivida pelos seus filhos que não estão acostumados a lidar com a afetividade, a interação cara a cara.
Tecnologia nós trouxe a comodidade e facilidade, e como tudo na vida tem duas faces. Essas faces não se encontram, a tecnologia nos trouxe algo de bom, entretanto nos retirou a criatividade de viver de recriar e essas armadilhas nos levam a não tolerar frustrações e medos.
O filme em contrapartida ensina aquelas crianças a reviver esse lado da brincadeira, de saber jogar pedrinhas no rio, pular amarelinha, cantar, dançar, pular, essas são as expressões corporais para transmitir afeto, criatividade para tolerar as frustrações.
Aqueles adultos reviveram a infância e seus filhos e esposas também, mesmo que a infância de seus filhos estava em plena forma ela ainda não tinha acontecido de fato, e ambos puderam reviver essa aventura gostosa de ser criativo e curioso, para poder amadurecer melhor.
Winnicoot escreveu sobre a criatividade, o brincar como uma forma de criatividade e que na fase adulta esse espaço pode ser preenchido pelas experiências culturais.

Devemos ir à busca dessas experiências culturais e ir à busca do self é ir em busca do “ser”, e não na busca “de ter”. O “ser” é garantido, o “ter” é passageiro!

O filme aproxima você do “ser”, do reviver, repetir para elaborar, no feriado eles puderam repetir para elaborar as perdas, angústias, medos de adultos, mas com a criatividade de uma criança.

Busquemos a nossa experiência cultural.